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Bioeconomia | Planet Profit People


A Bioeconomia é um modelo econômico que se baseia na utilização de recursos biológicos para o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado, direcionando a indústria e a sociedade para novos sistemas produtivos sustentáveis, inovadores e com forte proposição à regeneração ambiental.


Os produtos gerados pela Bioeconomia são alimentos, biocombustíveis, fibras, essências, madeira, além de conhecimento, tecnologias, serviços e processos criados à partir de novas cadeias de valor e dados científicos para trazer o pensamento ecológico aos negócios, nos mais diversos setores produtivos.


Um dos desafios da Bioeconomia é a disseminação de estratégias que permitam a substituição de recursos fósseis ou não renováveis para soluções que contribuam para a mitigação das crises ambientais atuais. Para que isso aconteça, é necessário repensar todas as estruturas nas quais o modo de vida moderno se baseia atualmente. Ou seja, é um processo de transição que demanda a colaboração e pesquisa entre diversas disciplinas, assim como a receptividade para uma mudança profunda de hábitos. Um dos aspectos fundamentais desta proposição é a redução da nossa dependência de recursos naturais, possibilitando o equilíbrio ecossistêmico.


De acordo com o Global Bioeconomy Summit da ONU, há três diretrizes para transformar a economia convencional, baseada em recursos não renováveis, em uma economia biológica e sustentável. Estas são:


1. aspirações sociais e boa governança para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da saúde e bem-estar


2. necessidades e oportunidades de valorização e proteção de recursos biológicos, incluindo resíduos, nos setores centrais da bioeconomia tradicional, ligados à agricultura, silvicultura, pesca, manejo da água, alimentos e bioenergia


3. descobertas científicas nos campos biológico, digital e outras tecnologias, expandindo as fronteiras das possibilidades de inovação.


Uma das frentes da Bioeconomia é o movimento da economia da  floresta em pé. A floresta oferece oportunidades para que muitos possam contribuir para a proposição de novos mercados, sem causar impactos ambientais. Alguns exemplos de produtos florestais não madeireiros são o açaí, a copaíba, a borracha e a castanha-do-pará. A madeira passa a ser proveniente de sistemas de manejo sustentável, ou seja, florestas adequadamente planejadas para o extrativismo madeireiro. Além disso, o estudo da estrutura florestal incentiva a aplicação das soluções encontradas na natureza em diversos negócios. No campo da agricultura, os sistemas agroflorestais permitem a manutenção da saúde do solo, além de fornecer mais opções de produtos para produtores de diversas escalas. O uso sustentável de recursos florestais permite o sequestro de gases de efeito estufa (GEE) e a redução de GEE que seriam emitidos em processos produtivos convencionais.


A Bioeconomia, praticada de forma séria e inovadora, é a única alternativa real para revertermos a atual crise ambiental.  Faz sentido do ponto de vista econômico e é fundamental para a preservação da biodiversidade e a saúde da Biosfera. É fato que os desafios para transformar nossa economia são muitos,  visto que não consideramos a saúde do meio ambiente como aspecto fundamental da economia. No entanto, são desafios que devem ser enfrentados e solucionados com coragem e engenhosidade. Cabe a nós repensarmos e reinventarmos os sistemas produtivos para vivermos uma realidade que acolha as demandas sociais e atenda às necessidades ecológicas do planeta.

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Calculadora de plantio:  5.060 mudas de árvores nativas plantadas até o momento no Brasil em nossos projetos

* início da contagem: 01/01/2016

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